domingo, 20 de junho de 2010

O Inverno tem aquele jeitinho lindo de ser.

Observei da janela o dia nublado de inverno e escutei o som das folhas caindo na calçada da rua vazia, misturando-se no frio da tarde sombria. O vento sopra tão calmo, rebatendo os galhos das árvores causando-nos a sensação de mistério. Não suportei ficar em casa observando da janela, saí de bicicleta fui-me encontrar com minha amada, para juntos passearmos na praça. Num banquinho debaixo das mangueiras, nos sentamos para namorar e nos beijamos enquanto o eco dos pássaros que pareciam gritar uns aos outros "olhem eles ali se beijando, que casal lindo".   Namoramos e trocamos olhares, olhares que falavam o que nossos lábios não poderiam expressar. Encantados perdemos a noção, quando vimos as primeiras gotas que começavam a cair, já era hora de partir, cada um pro seu cantinho, assim como os canarinhos que já procuravam seu ninho. Parei por um momento e observei meu amor ao longe dobrando a esquina, a emoção que senti era como se o mundo acabasse neste momento, mas de imediato a esperança ressurgia na espera do amanha quando eu reencontraria meu amor. Montei na bicicleta e fui-me pra casa. Corria feliz sentindo em meu rosto a brisa fria, fazendo-me lembrar da mão do meu amor à me acariciar.
Cheguei em casa joguei a bicicleta do lado, corri pra minha janela e observei a chuva cair na varanda, percebi naquele momento, que na trégua da chuva o mundo foi nosso por um instante. Não importa o quanto vivemos, importa apenas o valor que damos a cada momento. O inverno tem aquele jeitinho lindo de ser.

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